Claro que os “grandes” de Portugal receberão menos dinheiro. Não há milagres. O objetivo é aumentar a competitividade desportiva e reforçar financeiramente os clubes mais pequenos.
Isso acontece em todos os países com centralização direitos TV. Se os grandes clubes ingleses ou espanhóis fizessem contratos TV isolados, claro que receberiam mais dinheiro que recebem atualmente.
KneeDeepInTheDead on
10% so para a Segunda Liga parece pouco mas tou mais ou menos de acordo com o resto
ocramerrot on
>A proposta da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) para a centralização dos direitos audiovisuais, a partir da época 2028/29, vai privilegiar o mérito desportivo na distribuição das receitas: 44,2% do montante total será alocado com base na classificação final no campeonato, no histórico de classificações e na contribuição para o ranking da UEFA.
>A proposta contempla ainda um cenário específico caso o valor da centralização ultrapasse os 250 milhões de euros, até um teto de 275 milhões. Nesse caso, metade do valor excedente será entregue às três equipas que mais contribuíram para o ranking da UEFA; os outros 50% serão divididos pelos restantes clubes, seguindo os critérios gerais da matriz.[](https://www.abola.pt/noticias/presidente-da-liga-explica-voto-do-benfica-contra-modelo-de-venda-dos-direitos-de-tv-2026041717562840976)Recorde-se que na última sexta-feira foi aprovado o modelo de comercialização, por pacotes, que contou apenas com o voto contra do [Benfica](https://www.abola.pt/futebol/benfica-450) e a abstenção do [Nacional](https://www.abola.pt/futebol/nacional-463). A centralização dos direitos televisivos, que se tornará obrigatória a partir da temporada 2028/29, está estipulada no decreto-lei n.º 22-B/2021, de 22 de março.
Duvido que este modelo seja aprovado! O presidente da Liga, veio com uma proposta completamente diferente do que se fez nos restantes países europeus, com por exemplo o espanhol, só para proteger os três grandes.
Acontece que o Porto, Sporting e Benfica só têm direito a 2 votos cada um, assim como os restantes equipas da 1.ª Liga (18 equipas). Os da Liga 2 têm um voto cada um (15 equipas).
A proposta que for aprovada terá de ter 2/3 dos votos (34 dos 51 votos).
**O Nacional já disse que vai apresentar uma proposta igual ao modelo espanhol e de outros países europeus, com 50% das receitas serem distribuídas equitativamente por todos.** Se os mais pequenos se juntarem fazem o mesmo que fizeram ao Barcelona e Real Madrid em Espanha, que pouco ou nenhuma influência tiveram no modelo de repartição.
Tendo em conta o exemplo dos 250 milhões:
-10% (25 milhões) para a Liga 2. Tomando o modelo espanhol 70% deste valor é repartido um valor igual para as 15 equipas e 30% por outros critérios. Parece pouco, mas as clubes no mínimo duplicam o valor que recebem atualmente.
– 90% (225 milhões) para a Primeira Liga.
– **50%** (112,5 milhões)/18 clubes –> 6,25 milhões **igual para cada clube**.
– **25%** (56,25 milhões) – **Resultados desportivos** (No modelo espanhol a ponderação da classificação: Ano n-1 35%; Ano n-2 20% e n-3, n-4 e n-5 15%) –> Depois desta ponderação o 1.º recebe 17%, 2.º recebe 15%, 3.º recebe 13%, 4.º recebe 11%, etc.
– **25%** (56,25 milhões) – **Implantação social** (valor bruto da bilheteira + quotas + lugares anuais, etc.). No modelo espanhol nenhum clube pode receber desta parcela mais de 20% nem menos de 2%. O montante que excede é repartido por todos.
Na prática, o 1.º classificado nos resultados desportivos e máximo de implantação social receberia no máximo (6,25 + 56,25*17% + 56,25*20%) = 27,0625 milhões.
Na prática, o 2.º classificado nos resultados desportivos e máximo de implantação social receberia no máximo (6,25 + 56,25*15% + 56,25*20%) = 25,9375 milhões.
Na prática, o 3.º classificado nos resultados desportivos e máximo de implantação social receberia no máximo (6,25 + 56,25*13% + 56,25*20%) = 24,8125 milhões.
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Claro que os “grandes” de Portugal receberão menos dinheiro. Não há milagres. O objetivo é aumentar a competitividade desportiva e reforçar financeiramente os clubes mais pequenos.
Isso acontece em todos os países com centralização direitos TV. Se os grandes clubes ingleses ou espanhóis fizessem contratos TV isolados, claro que receberiam mais dinheiro que recebem atualmente.
10% so para a Segunda Liga parece pouco mas tou mais ou menos de acordo com o resto
>A proposta da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) para a centralização dos direitos audiovisuais, a partir da época 2028/29, vai privilegiar o mérito desportivo na distribuição das receitas: 44,2% do montante total será alocado com base na classificação final no campeonato, no histórico de classificações e na contribuição para o ranking da UEFA.
>De acordo com o modelo apresentado, 90% das verbas totais serão destinadas para a [Liga](https://www.abola.pt/futebol/competicao/liga-portugal-betclic-13), enquanto os restantes 10% irão para a [Liga 2](https://www.abola.pt/futebol/competicao/liga-portugal-2-meu-super-111).[](https://www.abola.pt/noticias/nacional-inflama-discussao-da-centralizacao-dos-direitos-televisivos-2026041522034003235)Além do critério do desempenho desportivo, a proposta define que 33,2% do valor será distribuído em partes iguais por todos os clubes do principal escalão. Os restantes critérios de distribuição incluem as assistências médias nos estádios e as audiências televisivas (17,6%), as condições oferecidas para as transmissões (3%) e a qualidade do relvado, iluminação e infraestruturas para a comunicação social (1%).
>A proposta contempla ainda um cenário específico caso o valor da centralização ultrapasse os 250 milhões de euros, até um teto de 275 milhões. Nesse caso, metade do valor excedente será entregue às três equipas que mais contribuíram para o ranking da UEFA; os outros 50% serão divididos pelos restantes clubes, seguindo os critérios gerais da matriz.[](https://www.abola.pt/noticias/presidente-da-liga-explica-voto-do-benfica-contra-modelo-de-venda-dos-direitos-de-tv-2026041717562840976)Recorde-se que na última sexta-feira foi aprovado o modelo de comercialização, por pacotes, que contou apenas com o voto contra do [Benfica](https://www.abola.pt/futebol/benfica-450) e a abstenção do [Nacional](https://www.abola.pt/futebol/nacional-463). A centralização dos direitos televisivos, que se tornará obrigatória a partir da temporada 2028/29, está estipulada no decreto-lei n.º 22-B/2021, de 22 de março.
Duvido que este modelo seja aprovado! O presidente da Liga, veio com uma proposta completamente diferente do que se fez nos restantes países europeus, com por exemplo o espanhol, só para proteger os três grandes.
Acontece que o Porto, Sporting e Benfica só têm direito a 2 votos cada um, assim como os restantes equipas da 1.ª Liga (18 equipas). Os da Liga 2 têm um voto cada um (15 equipas).
A proposta que for aprovada terá de ter 2/3 dos votos (34 dos 51 votos).
**O Nacional já disse que vai apresentar uma proposta igual ao modelo espanhol e de outros países europeus, com 50% das receitas serem distribuídas equitativamente por todos.** Se os mais pequenos se juntarem fazem o mesmo que fizeram ao Barcelona e Real Madrid em Espanha, que pouco ou nenhuma influência tiveram no modelo de repartição.
Tendo em conta o exemplo dos 250 milhões:
-10% (25 milhões) para a Liga 2. Tomando o modelo espanhol 70% deste valor é repartido um valor igual para as 15 equipas e 30% por outros critérios. Parece pouco, mas as clubes no mínimo duplicam o valor que recebem atualmente.
– 90% (225 milhões) para a Primeira Liga.
– **50%** (112,5 milhões)/18 clubes –> 6,25 milhões **igual para cada clube**.
– **25%** (56,25 milhões) – **Resultados desportivos** (No modelo espanhol a ponderação da classificação: Ano n-1 35%; Ano n-2 20% e n-3, n-4 e n-5 15%) –> Depois desta ponderação o 1.º recebe 17%, 2.º recebe 15%, 3.º recebe 13%, 4.º recebe 11%, etc.
– **25%** (56,25 milhões) – **Implantação social** (valor bruto da bilheteira + quotas + lugares anuais, etc.). No modelo espanhol nenhum clube pode receber desta parcela mais de 20% nem menos de 2%. O montante que excede é repartido por todos.
Na prática, o 1.º classificado nos resultados desportivos e máximo de implantação social receberia no máximo (6,25 + 56,25*17% + 56,25*20%) = 27,0625 milhões.
Na prática, o 2.º classificado nos resultados desportivos e máximo de implantação social receberia no máximo (6,25 + 56,25*15% + 56,25*20%) = 25,9375 milhões.
Na prática, o 3.º classificado nos resultados desportivos e máximo de implantação social receberia no máximo (6,25 + 56,25*13% + 56,25*20%) = 24,8125 milhões.
Vão andar todos aos estalos.