> Para que um treinador peça ao guarda-redes que interrompa fraudulentamente um jogo, e para que isso faça alguma diferença no resultado, são necessárias duas condições prévias: 1) que ele detecte o que está mal com a equipa; 2) que saiba resolver o problema. O que incomoda mais os treinadores adversários de Francesco Farioli, e talvez algum do pessoal que quer afogar o futebol em lixívia, não será tanto que ele roube uns minutos para dar orientações. O drama é ele saber quais são as orientações que deve dar.
> Os remoques do treinador do Estoril, depois de perder com o FC Porto (“talvez esteja na hora de mandar fora os meus princípios”), são particularmente interessantes, porque, ao contrário das simulações de penáltis e das faltas tácticas, a batota da interrupção forjada do jogo para dar instruções vale para os dois. O adversário não emudece enquanto isto sucede. Pelo contrário, pode instruir os seus próprios jogadores à vontade, durante aquele tempo, e ainda ficar de consciência tranquila, porque o ónus não é dele. Mas isso pressupõe um duelo de instruções e perspicácia nos bancos. E um derrotado nesse duelo.
Ok-Industry120 on
Concordando ou não com o artigo, o pressuposto está errado
A pausa não é igual para os dois treinadores. Se a Equipa A tivesse a massacrar a Equipa B e o redes deles da Equipa B vai para o chão por 2 minutos e quebra o momentum, tem um efeito negativo para a equipa A
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Copio aqui só o inicio do artigo
> Para que um treinador peça ao guarda-redes que interrompa fraudulentamente um jogo, e para que isso faça alguma diferença no resultado, são necessárias duas condições prévias: 1) que ele detecte o que está mal com a equipa; 2) que saiba resolver o problema. O que incomoda mais os treinadores adversários de Francesco Farioli, e talvez algum do pessoal que quer afogar o futebol em lixívia, não será tanto que ele roube uns minutos para dar orientações. O drama é ele saber quais são as orientações que deve dar.
> Os remoques do treinador do Estoril, depois de perder com o FC Porto (“talvez esteja na hora de mandar fora os meus princípios”), são particularmente interessantes, porque, ao contrário das simulações de penáltis e das faltas tácticas, a batota da interrupção forjada do jogo para dar instruções vale para os dois. O adversário não emudece enquanto isto sucede. Pelo contrário, pode instruir os seus próprios jogadores à vontade, durante aquele tempo, e ainda ficar de consciência tranquila, porque o ónus não é dele. Mas isso pressupõe um duelo de instruções e perspicácia nos bancos. E um derrotado nesse duelo.
Concordando ou não com o artigo, o pressuposto está errado
A pausa não é igual para os dois treinadores. Se a Equipa A tivesse a massacrar a Equipa B e o redes deles da Equipa B vai para o chão por 2 minutos e quebra o momentum, tem um efeito negativo para a equipa A