
Bom, não quer dizer que queira o homem de volta, aquelas 4 jornadas iniciais da época 24/25 foram penosas ao extremo, aquilo sangrava aos olhos só de ver…
Todavia, estava aqui a rever o caminho do campeonato 23/24, na jornada 20 daquela edição estavamos com 51 pontos enquanto o SCP estava com 52, ainda recordo me dos jogos e o futebol era penoso e dependente do Di Maria e de rasgos individuais, como também via jogos onde quando o Alemão operava uma mudança mínima a equipa desatava a jogar um futebol que pedia-se desde o início. Mas quando observo o plantel que o Roger tinha naquela altura, entendo o porquê de dizerem que o 23/24 e parte do 38 na edição anterior, tratou-se de um exclente trabalho de autossabotagem exímia do Rui Costa…
Mais por dentro de números, para o futebol praticado naquela época e para aquilo que conquistou a meio da edição daquela liga, confesso que fiquei impressionado, porque honestamente eu acompanhei o Benfica religiosamente naquela edição e só recordava-me de um futebol que doía, mas mesmo assim simplesmente estivemos vivos no título até à jornada 28, aonde estavamos a 4 pontos e se tivéssemos ganho, estaríamos a 1 e a depender de um clássico entre o FCP e o SCP que pudia beneficiar-nos e dar nos o campeonato.
É neste campeonato que vemos o padrão de desperdício de pontos em empates (principalmente na luz) e o registo complicado contra o Famalicão.
Dito isto, para o futebol prestado, o Alemão foi até eficiente na competitividade pelo título de 23/24, aonde um conjunto de desgaste físico e uma extrema autossabotagem promovido pelo Rui Costa levaram nos a perder pontos em jogos onde era obrigatório ganhar e a não municiar o Roger com peças que pudessem pontencializar o futebol daquela equipa…
by Agreeable-Date-5675

8 Comments
without enzo he started to lose ideas on how to play, he was incredibly stubborn and his pressers were crazy. its his pattern in every single club. he starts well, at the first struggle he doesnt adjust and keeps trying the same shit over and over again
aonde estavamos → [**onde estávamos**](https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/ondeaonde/10519) (onde estás, aonde vais)
Tens alguma dificuldade na diferenciar próclise e enclise… de resto tens toda a razão.
As limitações dele ficaram visíveis logo no último terço da primeira época mas não se podia despedir um treinador campeão e portanto continuou na época 23/24. O grande erro do Rui Costa foi ter deixado o Schmidt começar a época 24/25 quando já se sabia que ele ia acabar despedido mais cedo ou mais tarde.
Não lhe tiro o mérito pela primeira época. Ele trouxe a nossa paixão pelo Benfica de volta.
E ao contrário do que se diz, não foi a saída do Enzo que provocou a quebra. A equipa teve jogos muitos bons sem o Enzo. A quebra deu-se em Abril, quando os jogadores voltaram dum período de seleção. Se bem se recordam, nessa época os piores jogos da equipa eram sempre depois dos compromissos das seleções (inclusivamente depois daquele mundial em Dezembro, onde logo a seguir fomos perder a Braga num jogo miserável e com Enzo em campo).
Na segunda época, quando à saída do Enzo se acrescentou a saída do Grimaldo e do Gonçalo Ramos, as coisas começaram a piorar. Recorde-se que o Grimaldo foi substituído pelo Jurasek e o Gonçalo Ramos pelo Arthur Cabral. Para o lugar do Enzo veio o Kokçu, que é um jogador completamente diferente. Aí o Schmidt mostrou uma inflexibilidade tremenda em relação ao seu modelo de jogo. A equipa fazia exibições miseráveis, com apostas constantes em jogadores que não correspondiam e opções táticas incompreensíveis. Quando na 3ª época entramos em campo contra o Casa Pia em casa a jogar com Aursnes, João Mário, Barreiro e Tino foi o cúmulo. Por isso também me choca ver o Mourinho a jogar com Enzo, Rios, Barreiro, Aursnes e Sudakov. Mas o Mourinho já ninguém tem coragem de questionar. Esse foi outro ponto, o Schmidt foi completamente abandonado quando começou a ter problemas com os jornalistas e com os adeptos. É o problema do Benfica, ninguém quer dar a cara nos maus momentos.
Resumindo: um treinador com uma época bonita, mas que mostrou muitos limitações depois disso e um clube mal gerido que não tem estrutura para lidar com os momentos difíceis.
Qualquer treinador tinha problemas a tentar pôr o Kokcu, Cabral, Neres, Rafa e Di Maria no mesmo onze. Ainda pior tendo o presidente a dizer em Janeiro que o Aursnes era o melhor lateral da liga. É demasiada gente que tem de ser compensada a defender.
A gestão do plantel na segunda época dele é simplesmente de rir de tão mau que foi. Nem é pela qualidade dos jogadores(excepto o Jurasek), é mesmo não fazerem sentido nenhum juntos para o Schmidt.
Tinham vendido o Neres logo, ido buscar o Pavlidis ou parecido em vez do Cabral, e isto não é jogar totobola à segunda feira, é olhar para o perfil dos jogadores, se querem o Di Maria têm de ter um avançado que trabalhe e um extremo do outro lado que também o faça, e tinham o Aursnes para isso se tivessem um lateral disponível de cada lado. A saga dos laterais então, nem há palavras.
Podem dizer que o Kokcu foi cabrão de vir falar em Janeiro ou o que foi de ter muitas responsabilidades defensivas mas tinha completa razão, mesmo em jogos com o Neves e o Florentino com o Kokcu no banco se notava. Perdíamos a bola na frente e depois era auto estrada porque ficavam 4 a olhar.
O que nunca se saberá é quanta culpa ele teve nas escolhas, podem vir dizer que ele pediu o Jurasek e o Cabral é tudo treta porque só sai cá para fora quem escolheu os flops, não sai quem escolheu o Aursnes e outros.
Não o queria de volta porque é limitado e isso torna difícil escolher plantel como já se viu, mas também não é nenhum Quique Flores.
Para mim é indiscutível que foi o nosso melhor treinador desde o Jesus. A qualidade do futebol da primeira época comprova isso mesmo. Agora, o Schmidt é definitivamente um treinador de “futebol de autor”, ao estilo de outros como Amorim, Martinez, etc. Têm uma visão muito bonita de como jogar, mas imutável.
A direção só tinha de lhe dar os jogadores necessários. Não era assim tão difícil. O insucesso crónico do clube, com outros treinadores, só demonstra que o Schmidt é o menor culpado. Claro que se pode dizer que ele não se soube adaptar ao plantel que recebeu, mas também recebeu uma valente merda de plantel pago a peso de ouro.
Foi mais vítima que culpado… Tinha os seus defeitos como todos. A ideia que tenho é que chegou a um ponto em que claramente se cagou para isto e ficou só à espera da indemnização.