

A pergunta surge de uma conversa que estava a ter com alguém. Na minha ótica uma equipa demolidora é uma equipa fria, física e muito voltada para o ataque. Não me encaixa uma equipa demolidora ser mágica, futebol adornado e de lances de cortar o fôlego.
Nesse contraponto coloco 2 equipas que até fazem sentido neste debate. Ser um Benfica 12/13 ou um Benfica 13/14
Benfica 12/13 – Goleador, ofensivo e uma autêntica bola de demolição (tinha magia também)
Benfica 13/14 – Menos goleador, ofensivo à medida e um poço de magia e lances que ainda continuam a ser highlights de exemplo de bom futebol (não teve a mesma dimensão ofensiva, "golos", que a equipa anterior)
Ps: colocar as equipas do Lage seria um exercício interessante, visto que, neste século, as equipas que mais golos marcaram foram equipas deles!
by Agreeable-Date-5675
16 Comments
Demolidora é uma equipa que vence e convence. Em que a vitória é justa por termos sido claramente superiores ao adversário, tanto em qualidade de jogo, como vontade de vencer, atitude, qualidade com e sem bola, organização e lances de golo. Para mim é isto.
Opa, pra mim foi aquela epoca do Lage em que ganhar por menos de 2 golos era “derrota”.
Eu diria que a equipa de 09/10 (salvo erro – refiro-me à primeira do JJ, com Ramires e di maria) foi uma equipa demolidora.
O Benfica que melhor jogou nas últimas décadas foi o do Schmidt com o Enzo (apesar de ter sido pouco tempo). Depois foi o do Jesus que ganhou tudo menos a Liga Europa.
Bayern Munique, por exemplo.
Uma equipa que joga com intensidade, agressividade e velocidade! Que pressiona alto, que ataca com critério e que tem qualidade em grande parte dos momentos do jogo…
O Benfica da primeira época de Lage era assim… Os primeiros meses de Roger Schmidt também apresentou um bom futebol… A primeira época de Jesus e as 2 últimas também… Até Rui Vitória, quando atinou com a equipa…
A questão é que não é só do treinador… Nem dos jogadores… É de como é planeado a época… Parte da raiz… Ou seja… A estrutura…
E é isso que está a fazer com que o Benfica ande neste calvário… Rotação de jogadores e rotação de treinadores… Nos últimos 2 anos tivemos 3 treinadores… E fora a primeira época do Schmidt, os plantéis foram projetados sem estratégia… Depois de Schmidt, cada treinador apanhou um plantel feito para outro treinador (Lage para Schmidt, e Mourinho para Lage)…
O exemplo prático do que falo é o Porto… Que atinou esta época com o projeto: agarrou num treinador, criou um plantel para a ideia dele e o resultado é este: consistência.
Primeira equipa. A segunda tem reservas
Uma equipa em que tens que aguentar o mijo porque vais mijar com 0-0 e quando voltas estão nos festejos do 3-0
Uma que não tenha o “suleimane”
Uma equipa que não foi montada pelo Rui Pedro Braz .
O primeiro ano de roger schmidt era uma maquina tenho que admitir, é verdade que depois do enzo nunca foi a mesma coisa e aí culpo o RC e o próprio roger schmidt que não se soube ajustar ao que tinha. A bazófia era tanta na altura que achávamos que o chiquinho era substituto à altura. E estava mais que convencido que se tivéssemos o enzo o benfica podia ter ido à final da champions e o campeonato ficava logo decidido mais cedo.
Porto 2010/2011
Demolidor é um bocado subjetivo, mas Matic e Enzo à frente do Luisão e Garay é uma muralha de betão armado como tão cedo não vamos ver outra vez. Meu rico Enzo Perez que se entrasse hoje para o lugar de 2 era capaz de fazer melhor serviço.
Também acho que a versatilidade do Rodrigo, e especialmente do Lima abriram a porta para muita magia.
09/10 e 13/14 são os 2 exemplos, sem mais nem menos
Uma equipa demolidora é uma equipa que sabe jogar com todos os momentos de jogo, consegue controlar o jogo com ou sem bola. Que dá sempre uma sensação de ter o jogo controlado.
Também tem de ser uma equipa forte nos momentos defensivos, principalmente não permitindo golos fáceis aos adversários. Tem de ter uma boa qualidade de passe e receção, consegue transições rápidas e transportar a bola até a área adversária com facilidade da pressão feita do adversário, consegue forçar o erro do adversário e por sua vez aproveitar todas as oportunidades fáceis que aparecem.
A nível recente, os primeiros meses do Schmidt são um bom exemplo, não era tudo perfeito, mas destacava principalmente a dupla do meio campo era Enzo e Neves, tornavam a equipa muito difícil de bater. Estes dois tinham uma enorme qualidade de domínio, controlo e passe ao nível dos melhores do mundo, além disso eram dois jogadores robustos que aguentavam bom contacto físico, o que não era nada fácil tirar-lhes a bola, e depois conseguiam sempre se libertar e lançar a equipa para ataques perigosos. O grande problema desta equipa foi a burrice do treinador de só fazer substituições depois dos 90 (posso estar a confundir com O JJ), e a época de transferências de inverno que mostrou a incompetência do presidente, que apesar de uma boa venda não encontrou um substituto para o Enzo, por causa disso uma época que poderia ter sido impecável, terminou com uma tremedeira.
Enquanto que o Benfica atual está longe disso, permite muitas oportunidades ao adversário com uma facilidade incrível, constantes erros da linha defensiva. O meio campo não dá garantias, com uma qualidade de passe e de receção muito abaixo do que é suposto para uma equipa que quer ser campeã, até mesmo sem pressão. Por exemplo, não temos ninguém que consiga colocar a bola na área com qualidade e de forma consistente. E para piorar a situação não temos um matador que aproveite todos os “golos fáceis”, todas as jogadas de perigo ficamos na dúvida se vai ser golo ou não.
Demolidora foi a epoca em que o Lage entra a meio e gavanhamos por 10-0 ao Nacional em casa.