Bom dia! Estou a trabalhar num documentário sobre o Jesualdo Ferreira, que conheci como o treinador português veterano que veio treinar o meu clube — o Zamalek — no Egito. Gostava de recolher impressões dos adeptos portugueses sobre o Ferreira e talvez alguns episódios ou momentos pelos quais ele seja conhecido em Portugal, que me possam ajudar com o guião. Muito obrigado desde já!

by shika_shifo

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10 Comments

  1. Todos os anos a imprensa tentava ver o homem despedido do Porto.

    No entanto foi o único treinador a ser tricampeão em Portugal.

    Foi um treinador que soube criar individualidades como Hulk, Falcão, Fucile ou Álvaro Pereira.

    Era o professor e apesar de como colectivo não saber tirar o 100% da equipa, tirou o suficiente para cumprir na Europa.

  2. Dominância completa do campeonato. Tetracampeão, algo que, sinceramente, já é inconcebível sabendo a qualidade que o resto da liga agora tem comparado com antigamente onde os três grandes partiam tudo (agora partem também, mas perde-se muitos pontos todos os anos.

  3. Jesualdo foi o primeiro treinador que acompanhei “a sério” e era o “meu” treinador dos anos em que me apaixonei por este clube. Sabias que IAS ganhar.

  4. Life_Vermicelli3104 on

    Grande treinador e grande senhor do Futebol.

    Foi o treinador que melhor vi a desenvolver potencial de jogadores.

    O FCP apesar de tudo jogava um futebol atraente, transiçoes rapidas, objectivo. Estàvamos bem e nao sabiamos na altura.

    Faltou ali uma peça ou outra, um bocado mais de profundidade no plantel e alguma sorte, o frango ocasional do Helton na Champions, o Neuer a fazer a melhor exibiçao da história dos guarda redes, a invençao contra o Arsenal….mas éramos sem duvida das melhores equipas na Europa nesses anos.

  5. Encontrava-o algumas vezes na esplanada de um café na Foz. Sempre a puxar do seu cigarro, bastante acessível mas reservado. Tinha aquele ar tranquilo de quem já viu de tudo, mas ainda observa o mundo com curiosidade. Falava pouco, mas quando falava, cada palavra parecia medida — como se ainda estivesse no banco, a ajustar o posicionamento de uma equipa invisível. O olhar sereno, ligeiramente nostálgico, denunciava um homem que viveu o futebol com uma intensidade que o tempo não apaga. Nunca procurava ser o centro das atenções, e talvez por isso chamasse tanto a atenção.
    Sempre foi muito acarinhado pelos adeptos portistas.

  6. Chegou ao Porto numa altura estranha, tínhamos ganho a Liga esse ano, mas o treinador Co-Adrianse decidiu fazer birra porque não lhe deram o jogador que ele queria e foi-se embora. Os Super-Dragões ajudaram, ao partir o vidro do carro desse mister no Olival após um mau resultado. Mas esses anos pós Mourinho foram difíceis. Jesualdo veio trazer a finalmente a estabilidade a que estávamos habituados nos anos 90. Tivemos as melhores equipas de sempre, e algumas das maiores desilusões europeias, mas monopolizamos e banalizamos as conquistas nacionais.

    Só me lembro de ele ser um senhor, respeito absoluto por ele e pelo seu legado. E… Benfiquista de gema, mas ninguém se importou, porque como treinador do Boavista foi exímio, e continuou a sê-lo deste lado da cidade. Contratações incríveis e um futebol do mais sólido que já vi, época após época.

    Treinador do contra-tudo-e-contra-todos, o célebre caso do túnel da Luz deve finalmente ter feito dele portista.

    Ah, e não esquecer, fez o trabalho de base para o nosso presi limpar tudo após a sua saída.

    Mestre Jesualdo

  7. Pode ser mau dizer isto de um tricampeão, mas os 5-0 contra o Arsenal com o Jesualdo a dormir no banco

    Edit: A descasca que deu ao Fucile após um panenka

  8. Tem um lugar na história do FC Porto, muito por ter potenciado uma série de jogadores como Falcão, Hulk, Bruno Alves, Raul Meireles, Bosingwa, entre outros e de ter dominado em absoluto o futebol português durante três anos. É também, até agora, o único treinador tricampeão nacional de forma consecutiva, um feito notável. E só não foi tetra porque nos roubaram de forma vergonhosa o “bi-penta” com a suspensão do Hulk durante vários meses em 2009/2010.

    No entanto, falhou em potenciar qualquer jovem da formação, apesar de ter sido selecionador nacional sub-21 durante alguns anos. Nas competições europeias era pródigo em invenções estranhas e faltou-lhe uma certa “garra” na representação do clube.

    Em suma, para mim, foi um treinador que nem aqueceu nem arrefeceu. Foram quatro boas épocas no comando do clube, mas não deixou saudades quando saiu.