O paquistanês Muhammad Hassan de 27 anos que trabalhava na fixação de cordas no K2 faleceu enquanto tentava chegar ao cume no dia 27/07. Ele perdeu a consciência e ficou pendurado em uma das cordas fixas a cerca de 400 metros do cume na travessia de um grande Serac..

Matéria Completa Aqui:

Morte de Muhammad Hassan no K2 gera polêmica no himalaismo. Brasileiro tentou ajudá-lo.

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44 Comments

  1. É inadmissível essa situação, ao mesmo tempo não existe um órgão do governo como corpo de bombeiros ou outro, que são capacitados tecnicamente para situações de resgate de emergência naquela altitude, quem vai a uma escalada como essa sabe o risco que está correndo e assume esse risco, triste que o rapaz estava trabalhando e provavelmente deve ter salvo algumas vidas nessas montanhas, por ironia ninguém pode fazer o mesmo por ele, o estado lucra de várias formas com esse turismo de montanha, deveria retribuir e investir para garantir a segurança das pessoas.

  2. Mundo real e vai piorar.
    Infelizmente é nossa realidade.
    Escrota atitude.
    Geração rede social, fazem tudo para se aparecer. Tudo vazio.
    Nada é pela honra e pela Glória.

  3. Sempre achei que quem pratica esportes, principalmente nesse nível, teria mais consciência e respeito pela vida, mas estava completamente enganada.

  4. Bem vindos ao capitalismo. A mercantilização de todas as nossas relações é só uma consequência da mercantilização do próprio ser humano.

  5. Muito triste, uma vida é o bem maior da vida e ajudar a salvar um ser vivo é o valor maior que um ser humano pode fazer neste mundo.Bençãos para este brasileiro que tentou ajudar este paquistanês .Que ele descanse em paz no K2.🌷🙏🌷

  6. Que vergonha, pular uma pessoa precisando de ajuda! Que Deus de em dobro para todos, os que ajudaram e os que não! Da vergonha, quem pulou ele não é montanhista é um imbecil! Não é possível só um cara ajudou! Vergonha!

  7. O problema da exploração turistica das altas montanhas é esse! Milionarios e ricos que só pensam em seu proprio umbigo e uma foto em suas midias sociais. Deveria ter algum jeito de controlar isso e evitar mais tragedias.

  8. São cada vez mais raros os "montanhistas de verdade".
    Junto com o Muhammad Hassan, morrem agonizante também o montanhismo

    "Eu poderia mesmo definir o montanhista como um ser que, hipercrítico de si mesmo, encontrará motivos de felicidade quando conseguir vencer provas, consideradas por ele difíceis e arriscadas. Vencer o medo que às vezes existe, apesar DA experiência. Jogar com a vida por façanhas, que ele e outros poucos acham importantíssimas. Dar a vida em troca do nada, do anonimato. É um sentir-se herói sem fanfarra e propaganda, mas sentir-se ser humano, neste mundo já cheio de conforto e segurança. Saborear o valor e a alegria de viver, quando momento antes quase a perdeu. É acreditar em alguma coisa, na honra, na sinceridade, em Deus.

    Este é o montanhista, o Dom Quixote desta época, que embrutecido pelo materialismo, ainda encontra motivo de vida na luta contra esses gigantes de pedra e gelo, esses enormes e estáticos cavaleiros criados pela Natureza, para que alguém sentisse o prazer do duelo limpo e cavalheiresco. A vida contra o nada, pela estática e pelo prazer da luta.

    A esse espírito essencialmente místico e romântico, alia-se o prazer da beleza do branco das neves e das geleiras, do azul do céu, dos paredões graníticos sinistros, ao verde dos vales. Acolá o perigo e o risco, aqui a vida fascinante e serena."

    Domingo Giobbi, 23/04/1925 – 23/09/2013

  9. Acredito que o montanhismo colabora para a formação de carater das pessoas. Mesmo que apenas durante um curto espaço de tempo da sua vida, naquele monento que essa pessoa esta nas montanhas. Mas quando se abre comercialmente as rotas, aparecem pessoas que nunca tiveram um perrengue real, nunca precisou de uma ajuda nas montanhas, nao sabe valorizar a solidariedade nesses momentos. Essas pessoas chegam com a mentalidade egoista que se vê no dia a dia das grandes cidades.

  10. Para mim nenhum equipe de salvamento deve ser acionado para socorrer um montanhista. Simplesmente pelo fato dele não precisar estar ali e vai pq quer, por diversão. Se coloca a vida dos resgatistas em risco por um maluco que gosta de escalar.

  11. É,…
    é o famigerado capitalismo
    ou ainda,…
    o,
    néo liberalismo,
    subindo a montanha e deixando
    seu rastro de destruição.
    Pra,… variá….!
    Essa gentalha que acha que
    " EU,… TO,……. PAGÃÃÃÃÃÃÃÃÃNO , . …. "
    é capaz de vender até a mãe pra se dar,…. " bem " na vida,
    são os filhos dessa geração dos anos 90
    que não tem NEM NOÇÃO do que seja
    humanidade básica.
    São seres fajutos, cínicos, edonistas, egoccentricos,
    corruptos e covardes que se fôsse uma
    CELEBRIDADE
    ali caída seriam os primeiros
    a demonstrar,….. " solidariedade ".
    Claro,
    pra depois por uma fótinha
    nas redes.
    Mas como era um,…. "zé ninguém "
    qui,… SI,…. FÔ.. !
    " Quem mandô subi a montanha "…
    " eu não tenho nada com isso " ….
    " antes ele do que eu " …
    PARABÉNS pelo video,
    mostre a foto dos
    " abutres do K2 "
    para que todos saibam
    quem são.
    Abraço
    Fábio.

  12. Na minha opinião, com respeito a todos, mudei totalmente a forma que pratico trekking no momento, mas, isso é uma questao particular. Vejo algumas travessias e o montanhismo como um produto do mercado apenas, uma extensao da competitividade, coisa que já fazemos no dia a dia, no nosso trabalho, rotina, etc, assim como outras atividades esportivas se tornan tbm, corridas, ciclismo, etc. E para mim nao me atrai fazer mais uma atividade com esses valores no meu lazer, pois eles ja permeiam meu dia a dia quase por completo na rotina de trabalho. Ser o primeiro a chegar, ter mais cumes, ser o mais rapido, querer ostentar fotos e picos na rede social, chegar em um lugar apenas para o ego e ter uma foto, ja passei por isto, tudo se mistura e os valores ou pontos como fazer amizades, conhecer povos, culturas, ter experiencias ricas na vida, contemplar a natureza ficam em segundo plano. Ja me peguei assim, querendo fazer o trekking como se fosse uma competicao, uma atividade do trabalho, rapido, chegar primeiro, coisas do tipo, e nesse estagio meus amigos, vale tudo, ainda mais nesse nivel de.montanhimo, a vida e ajuda ficam em segundo plano. Tbm por um lado acho um desrespeito com a natureza encher as montanhas de empresas e pessoas que querem apenas "competir" e "ostentar" marcas, fotos e o ego, por um lado, contribui com a comunidade local da regiao, mas, alguns acabam sendo explorados e perdendo vidas como sherpas para sustentar esse negocio de quem tem grana e vem da cidade. Degrada o ambiente e nao se tem respeito por estas grandes montanhas que sao locais sagrados para os povos destas regioes. Não sou um veterano ou montanhista classico, mas, o q me chamava atencao era o romantismo da atividade, porém, eu mesmo havia perdido e agia como todos estes. Ja fiquei brabo com amigo machucar a perna em trekking, pq atrapalharia a conclusão da atividade. Independente da filosofia e posicao política de cada um, os valores do sistema entram no montanhismo, pq estao em nos no dia a dia desde que nascemos.

  13. Pedro, concordo em muita coisa que vc fala no vídeo, mas acho tb que devemos colocar um ponto de vista que penso ser pertinente, talvez essas pessoas não estivessem somente pensando em conquistar o cume e cegas pela sua ganância, algumas vezes a falta de recursos e mesmo o temor pela sua própria vida as impediu de ajudar, não estou querendo passar pano, só colocar um questionamento….Já escalei diversas montanhas no Brasil, nunca me aventurei em alta montanha, e sei bem dos perigos e medos que envolvem o esporte. No vídeo me parece que há uma pessoa com ele, dá pra ver uma luz de lanterna, talvez seja o Gabriel, não sei, mas o que tb dá pra ver é que as pessoas conversam com esse outro montanhista e seguem adiante, eu não estava lá e não sei o que eles falaram, mas dependendo da situação, não havia muito que pudesse ser feito e talvez seja isso que foi dito, uma parada naquela altitude, naquelas condições e local e sem uma perspectiva de resgate realista, poderia ter tornado a tragédia ainda maior, é muito triste ver um companheiro à espera da morte, mas nem sempre a emoção é a melhor saída. Tenho certeza que os que passaram por ele não ficaram indiferentes e irão carregar isso pelo resto de suas vidas. Enfim, compartilho de sua revolta pelo que tem se tornado a escalada de alta montanha por pessoas totalmente despreparadas, somente em busca de glórias e likes, mas ainda acho que infelizmente não havia nada a ser feito nesse caso. Grande abraço

  14. Imagina o cara contando que chegou no cume e que pra isso teve que pular o corpo de uma pessoa precisando de ajuda, essa parte provavelmente será omitida mas não tem como apagar isso da cabeça.

  15. Eu fico triste, mas não foi você mesmo e outros montanhistas que dizem que não é prioridade ajudar alguém no estado terminal nem um corpo? Já que estaria arriscando sua vida, daí seriam 2 corpos e não 1 só. Você diz isso abessa nas histórias no Everest. Gostaria de entender melhor qual a diferença. Sem ódios aqui.

  16. Ajudar os outros é o que nos torna humanos. O ser humano só se multiplicou pela cooperação. É muito triste isso, pois qualquer um que estava ali poderia passar por aquela situação a qualquer momento. 😢

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