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4 Comments

  1. Continuando – Parte 2
    No dia 30 de setembro de 1993, eu estava lá, no velho Maracanã, para assistir o segundo jogo da decisão, Botafogo x Peñarol. Na primeira partida, conseguimos um empate heroico, Botafogo 1×1 Peñarol, em Montevidéu, graças ao William Bacana, que pegou até pensamento. Lembro que cheguei cedo, comprei meu ingresso com tranquilidade, tempos que no Maracanã comprávamos nosso ingresso na hora, mesmo em jogos de grande atração. Só que neste jogo houve confusão para comprar ingresso. Os cartolas, sempre eles, não previram, a motivação dessa torcida maravilhosa e colocaram um quadro móvel para a venda de, no máximo, 30 mil pessoas, mas faltaram combinar com a torcida botafoguense. Na hora do jogo, tinha mais de 60 mil botafoguenses interessados. Na história dessa organização caótica, cada um tem sua versão, e o que se viu foi um público pagante de 26.272 pessoas, e, no estádio, com certeza, havia mais de 70 mil pessoas presentes. O ex-presidente Mauro Ney, receoso de uma tragédia, solicitou a abertura dos portões para que os botafoguenses vissem aquele inédito título continental. O jogo foi dramático como a maioria dos títulos do Botafogo. Se tivesse que definir esse jogo, diria que foi uma Santa crueldade pura, e feliz! Vivemos o Inferno quando, aos 35 minutos do primeiro tempo, Perdomo (alguns da imprensa dizem que foi de Bengoechea) fez o gol, Peñarol 1×0 Botafogo. Aos 7 minutos do segundo tempo, a torcida explodiu de emoção, com o gol de falta de Eliel, de longe, e com uma falha (mas não, um tradicional “frango”) do goleiro Rabajda, que, até então, estava bem na partida. Caminhávamos para o Céu, Botafogo 1×1 Peñarol. Aos 22 minutos do segundo tempo o Céu parecia o destino, quando novamente, numa falta, Sinval, o artilheiro da Conmembol, faz Botafogo 2×1 Peñarol. Quando já estávamos escolhendo o lugar no Paraíso, veio um aviso que o Inferno nos queria. Nos acréscimos, Otero empata. Botafogo 2×2 Peñarol. Lá vamos nós para disputa dos pênaltis. Na primeira cobrança, nosso o artilheiro Sinval perde a primeira, e aí, como nas óperas que assistimos, a torcida estava prevendo mais uma tragédia. Essa torcida, como num cântico sacro, gritou: “William! William!…” Não deu outra, o cara vestiu seu manto de santo, e, num voo mágico, defende o chute no canto direito do jogador Ferreira, do time uruguaio. A torcida começou a ter esperança de que a tragédia não ocorria, mas seria mais uma brincadeira desse clube que insiste em fugir de suas tradições de glórias! Suélio bate o segundo pênalti, e converte. Botafogo 1×0 nos pênaltis. Os fervorosos e apaixonados torcedores gritaram, mais uma vez: “William! William!…” mas, dessa vez, as preces não foram atendidas. Da Silva cobrou e empatou. Botafogo 1×1 Peñarol nos pênaltis. Perivaldo foi para a cobrança e, com ele, 70 mil presentes (e milhões de torcedores que assistiam pela TV Bandeirante, que passava o jogo ao vivo) bateu, e converteu. Botafogo 2×1 Peñarol, nos pênaltis. O Paraíso estava nos sorrindo novamente como uma criança! Mancando, o Gutierrez foi para a terceira cobrança. Ela sai rasteira, no canto direito, e vai para fora. Foi uma explosão de alegria! Aquela multidão de fanáticos e fieis torcedores sabiam que não era alarme falso. O Paraíso estava sorrindo outra vez, mas ainda faltava mais uma penitência. Só que essa estava nos nossos pés, digo, nos pés do melhor jogador daquela partida, segundo Gerson, o “Canhotinha de ouro”, comentarista da partida pela TV Bandeirantes, o zagueiro André. Com a camisa rasgada, de tanto lutar e apanhar dos jogadores do Peñarol, com a complacência do juiz que não expulsou ninguém do time uruguaio, bate no canto esquerdo do goleiro Rabajda que nem sai na foto. Botafogo 3×1 Peñarol. Era certeza que aquele sorriso do Paraíso não era mais falso. Depois de tanto sofrimento e penitência, chegava nossa vez. E veio, quando De Los Santos, na quarta cobrança, bate forte no canto esquerdo, e o nosso William Bacana, toca levemente com a ponta dos dedos, e explode na trave.
    Com o coração forte e com uma explosão indescritível, fui para o Paraíso, junto com a torcida, e posso dizer: É muito lindo o Paraíso! E é alvinegro com uma Estrela Solitária no peito! Obrigado, William Bacana (está na minha galeria de herói, como torcedor botafoguense), André Santos, Cláudio Henrique, o saudoso Clei, Perivaldo, Suélio, Nelson, Aléssio, Marcelo Costa, Sinval, Eliel e o eterno saudoso Carlos Alberto Torres, meu “Capita” do coração. Vocês estão na galeria do primeiro título continental, conquistado no Maracanã, por um time carioca. E assim foi a saga do Botafogo Futebol Regatas, o Glorioso da Estrela Solitária, que brilhou na América, em 1993. E teve ainda uma ressaca maravilhosa, no dia seguinte, 01 de outubro de 1993, com uma manchete no velho jornal “cor de rosa”, o Jornal dos Sports, gozando um nosso velho arquirrival: “Quem vive de passado é museu. Fogão vive o presente. É O MAIOR DA AMÉRICA!”.

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